sexta-feira, 15 de junho de 2012

Para Confederação Elisio convida o fisioterapeuta Sérgio Soares.

Elisio Cardoso Macambira Presidente do CBMMA convidou Dr. Sérgio Soares Renomado Fisioterapeuta, reconhecido pela sua atuação em diversos clubes como São Paulo FC, EC. Cruzeiro, Clube Atlético Taboão da Serra, Clinica Unidade Neurológica e Neurocirúrgica- UNEN e pelo sucesso na recuperação de atletas e celebridades nacionais como: Wolf Maya, Tony Belloto, Malu Madre, dentre outros. Sérgio Soares também é apresentador de um programa de esporte (transmitido pela TV UNO - Internet) e proprietária da Fisio Sport Brasil – Núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisiologia & Treinamento Neurofuncional - REFITNE. Apaixonado pela sua profissão, Dr. Sérgio afirma; “praticando exercício ou adotando um esporte você ganha muito mais que saúde, bem estar e qualidade de vida. Você desenvolve suas inteligências e suas habilidades”

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FISIOTERAPIA NO MMA
De acordo com Elisio C. Macambira o MMA é o esporte que mais cresce no mundo. O aumento do número de praticantes e a profissionalização de muitos lutadores geram também uma maior ocorrência de lesões. Entre as principais lesões podemos destacar: As escoriações faciais como as lesões mais frequentes, em seguida, lesões traumáticas (face e costelas), luxações e lesões ligamentares figuram entre as principais. Incorretas técnicas de treinamento, sobrecarga, alto impacto, desequilíbrio da musculatura e instabilidade articular são fatores que favorecem o surgimento de lesões em longo prazo. Por isto a confederação Brasileira de MMA  preocupação com a saúde do atleta convidou o fisioterapeuta Sergio soares para participar das competições e treinamentos. O papel da fisioterapia no MMA não está apenas vinculado às atuações de forma aguda, no momento em que ocorreu a lesão, e sim de forma fundamental e primordial na elaboração de um programa de trabalho preventivo. Como o esporte envolve inúmeros estilos de artes marciais, devemos entender sobre as modalidades e seus gestos esportivos para então conhecer o atleta fisiologicamente, biomecanicamente e adaptá-lo a um treinamento no mais alto índice de sua performance.
De acordo com o Sérgio Soares as lesões em lutadores de MMA podem ocorrer nos treinos ou nas competições, podem ser agudas (traumas) ou crônicas (movimentos repetitivos). O Fisioterapeuta pode atuar tanto nos treinos quanto nas competições, intervindo nas lesões agudas e crônicas. Nos treinos, o lutador deve realizar programas de prevenção de lesões, compostos por medidas que visam corrigir o gesto esportivo (os golpes), desequilíbrios musculares (força e flexibilidade) e instabilidades articulares. Nas competições, o Fisioterapeuta pode atuar antes, durante (de acordo com as regras de cada evento) e depois das lutas.  Os recursos fisioterapeutico que pode ser utilizado são: bandagens funcionais, para prevenir ou aliviar lesões já existentes a crioterapia (gelo) para reduzir dor e edema são as principais intervenções.

Reabilitação
Devemos dar atenção também a reabilitação de atletas já lesionados. Sabemos que o tempo afastado dos treinos é prejudicial também para a empresa representada por ele. O tempo de uma lesão que afasta o atleta dos treinamentos, se assim ocorrer sucessivamente, no futuro afetará seu rendimento. Com isso devemos desenvolver um tratamento individualizado pensando otimização da recuperação através de uma reabilitação acelerada e um retorno mais rápido ao cronograma de treinos, sem perder seu rendimento e investidoresDevemos lembra  que a prevenção deve ser sempre o objetivo principal.  E o trabalho do Fisioterapeuta não deve ser isolado, para um melhor resultado, toda comissão técnica do lutador deve estar em sincronia. Técnicos, Preparadores Físicos, Nutricionistas, psicólogo, Médicos e demais profissionais que trabalham para o desempenho e sucesso do lutador.


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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Livro São Marcos de Palestra Itália é lançado

Na noite da última quinta-feira, 19/04, ocorreu o lançamento do Livro “São Marcos de Palestra Itália” do autor Celso de Campos Jr, na Livraria Saraiva, no Shopping Eldorado em São Paulo.

Palmeirenses e amantes do futebol compareceram para prestigiar o evento. O autor relata que a obra é uma homenagem ao seu ídolo e de todos palmeirenses e brasileiros, independente do time de coração.
O livro conta a trajetória do caipira que chegou ao Palmeiras com a fama de ter sido trocado por doze pares de chuteiras e alcançou o topo do mundo como titular da Seleção Brasileira pentacampeã na Copa de 2002. Acompanhado por uma centena de fotografias, incluindo várias imagens da época em que o craque ainda tinha cabelo, o livro dá uma nova dimensão da figura do ídolo.
Poucos são os exemplos de atletas que colocaram a razão de lado para atender aos apelos da paixão. Mas, não por coincidência, também são poucos os que conquistaram o respeito, a admiração e a simpatia dos colegas de profissão se tornando um exemplo e referência para muitos pelo seu jeito simples e humilde de viver, enxergar e falar sobre tudo. Em duas décadas vestindo a camisa do alviverde de Palestra Itália, Marcos alcançou a glória superando todas as dificuldades que a vida ou o futebol lhe impuseram.
Celso de Campos Jr, que é palmeirense fanático mostrou-se honrado em ser o primeiro jornalista a escrever sobre o goleiro Marcos, ou para muitos, São Marcos.



Iris Fernandes


Jornalista, repórter do Programa Futebol Esporte Show, do SBT.





quarta-feira, 21 de março de 2012

A DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL ATINGE OS SALÁRIOS E CONTINUA A SEPARAR RAÇAS

Professor Sidnei Martins Costa, desenvolve trabalho voltado à questão racial e social – “Por incrível que pareça vivemos num pais onde a desigualdade social é clara e transparente aos olhos de todos, tendo maior ênfase em períodos eleitorais ou em programas televisivos que não se cansam de mostrar a condição humilhante de sobrevivência de muitos brasileiros, tudo isso separado por regiões, ou seja, de norte a sul e leste a oeste a desigualdade existe”, afirma.


Agora, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta dados de mais uma desigualdade entre a sociedade, os brancos recebem maiores salários em relação aos negros. Vejamos: Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no ano de 2010 mostra que o rendimento médio mensal de uma pessoa que se diz branco chega a ser seis vezes maior do que de uma negra nos bairros considerados nobres da capital. Os moradores destes distritos que se declararam negros, inclusive, tinham rendimentos inferiores àqueles que se disseram de cor parda e indígenas. Apenas nos bairros considerados mais carentes da capital, os rendimentos entre brancos e negros se equiparavam.

A pesquisa do IBGE traz um retrato detalhado de cada um dos 96 distritos de São Paulo, com informações sobre a divisão por sexo, idade, alfabetização, cor ou raça, e outras informações, como o número de imigrantes por continente e país, e variação do rendimento médio por raça ou cor ou então o número de mortos conforme o sexo e a faixa etária.

De acordo com o estudo, a capital tinha em 2010 uma população de 11.253.503 pessoas, sendo que a maioria se declarou de cor branca – 6.824.668. Em contrapartida, foram 736.083 negros, 246.244 de cor amarela, 3.433.218 pardos e 12.977 indígenas. Ao menos 313 pessoas não declararam a raça.

No bairro Grajaú, na Zona Sul, é o bairro de São Paulo mais populoso, segundo o IBGE, com 360.787 moradores, sendo que 152.873 se declararam brancos, 31.279 negros, 173.688 pardos, 2.543 amarelos e 341 indígenas; outros 63 não declararam a cor.

Marsilac, também na Zona Sul, por outro lado, é o menos populoso, com apenas 8.258 moradores, sendo 4.095 brancos, 466 negros, 95 amarelos, 3.548 pardos e outros 54 indígenas. O bairro, segundo o estudo, conta com o menor número de imigrantes: apenas nove, sendo quatro japoneses, dois italianos, um alemão, um holandês e um australiano.

Discrepância

O levantamento do IBGE evidenciou uma discrepância entre os rendimentos médios mensais de brancos e negros nos bairros nobres da capital. Em Moema, por exemplo, levando-se em consideração as pessoas com 10 anos ou mais com rendimentos, o valor médio ganho por uma pessoa que se declara branca é de R$ 7.636,96. Em média, um negro, no mesmo bairro, tem rendimento de R$ 3.157,35 por mês, abaixo de um pardo, com R$ 7.544,11, de um amarelo, R$ 3.676,57, e até de um indígena (R$ 4.256,43). No bairro, que contava com 797 negros declarados, de um total de 83.368 moradores, o rendimento médio apurado é de R$ 7.384,73, o mais alto da capital.

A diferença é ainda mais gritante no Morumbi, outro bairro nobre, onde o rendimento médio mensal é de R$ 6.959,73 por morador de 10 anos ou mais com vencimentos. Neste perfil, uma pessoa que se diz branca afirma que tem um rendimento médio de R$ 8.329,35. O de um negro, por sua vez, é de R$ 1.388,60, cerca de seis vezes menos. O de um pardo, R$ 5.659,10.

Nos bairros mais carentes, em contrapartida, há uma equiparação entre os rendimentos. Em Marsilac, onde o morador recebe o menor valor médio mensal, de R$ 772,15, uma pessoa que se diz parda tem rendimento de R$ 865,06, acima de uma branca, com R$ 825,06, e de uma negra, R$ 793,82.

Já em Lajeado, na Zona Leste, o rendimento médio mensal é de R$ 861,38. Um branco recebe R$ 914,26, enquanto que um pardo, R$ 901,16, e um negro, R$ 837,21.



Renda por cor - Pelo levantamento do IBGE, no bairro de Marsilac, no ano passado, havia um único morador que se declarou branco, com renda acima de 30 salários mínimos, contra 4.821 – destes, 4.546 se disseram brancos e 20, negros – moradores de Moema, na Zona Sul. Em Lajeado, eram apenas três com tal renda, sendo um branco e dois pardos.

No Grajaú, em contrapartida, 123.130 moradores declararam não ter qualquer fonte de renda; 43.551 ganhavam entre meio e um salário mínimo; e outros 90.972, entre um e dois salários mínimos. No Jardim Ângela, outro distrito carente localizado na periferia da Zona Sul, de um total de 244.989 moradores com 10 anos ou mais, 102.735 se declararam sem fonte de renda. Além disso, 35.432 tem rendimento entre meio e um salário mínimo, enquanto outros 74.721, entre um e dois mínimos.

É justamente nos bairros mais carentes que a soma dos que se dizem negros e pardos supera o número total de brancos, de acordo com o estudo do IBGE. São eles: Anhanguera, Brasilândia, Capão Redondo, Cidade Ademar, Cidade Tiradentes, Grajaú, Guaianases, Iguatemi, Itaim Paulista, Jardim Ângela, Jardim Helena, Jardim São Luís, Parelheiros, Pedreira, Vila Curuçá e Lajeado.





Alfebetização - Em números absolutos, no Grajaú registrou o mais índice de pessoas não alfabetizadas com 10 anos ou mais. Ao todo, foram 15.520 pessoas, sendo que 1.895 se declararam negros e outros 8.080, pardos. No Jardim Ângela, outro bairro carente, foi registrada 13.592 pessoas não alfabetizadas, sendo 1.732 negros e 7.474 pardos.

Bairros cujos moradores apresentaram rendimento médio mensal superior aos 10 salários mínimos, em contrapartida, têm alto índice de pessoas alfabetizadas. No Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, por exemplo, de um total de 39.555 pessoas, apenas 229 não se disseram alfabetizadas. Em Moema, proporcionalmente, tal índice é mais alto ainda. Apenas 301 pessoas, sendo 30 negros e 78 pardos, se declararam analfabetas, de um total de 76.401 pesquisados.



Mortalidade - O índice de mortalidade entre os mais jovens – dos 15 aos 34 anos – também é mais alto nos bairros mais carentes, constatou o levantamento do IBGE. No Grajaú, por exemplo, no período de agosto de 2009 a julho de 2010, houve 168 mortes nesta faixa etária de um total de 1.453. Em Sapopemba, na Zona Leste, no mesmo período, foram 143 de um total de 1.355 falecimentos.

Já no Alto de Pinheiros, de um total de 221 no período citado apenas três delas foram de pessoas na faixa entre os 15 e 34 anos. Em Moema, apenas 4 mortes, de 354 registradas. A Barra Funda, na Zona Oeste, teve apenas dois falecimentos, de um total de 90.





Curiosidades - Segundo o IBGE, a Vila Mariana, na Zona Sul, é o bairro com maior número de imigrantes: 1.341 no total, sendo 354 deles norte-americanos. Marsilac tem o menor número: apenas nove.

O bairro da Saúde tem a maior concentração de moradores que se declararam amarelos - 17.706 -, seguido pela Vila Mariana, com 12.666; Jabaquara, 11.335; e Liberdade (11.261).

Parelheiros e Jaraguá têm o maior número de indígenas declarados. O primeiro bairro, de um total de 131.183 moradores, 1.002 eram indígenas. No Jaraguá, de 184.818 moradores, 583 se disseram indígenas.

Fonte G1.